31 julho 2006

E se D. Afonso Henriques não é filho de D. Teresa?

Bom, era o fim da macacada, digo eu.
É que apesar da recusa do nosso 1º Rei em se submeter ao teste do ADN [ver notícia anterior sobre este tema], nada nos garante que a equipa de investigadores não o faça à sucapa.
Daí o nosso recurso a personalidades de mérito reconhecido - o Prof. José Hermano Saraiva e o Dr. Nuno Rogeiro - para nos responder à pergunta que titula este modesto texto.
Ficamos estarrecidos com as respostas e mais com, as mais que prováveis, consequências.
1. A História de Portugal terá de passar à História e a literatura publicada deve ser retirada de bibliotecas e de circulação. O Prof. Saraiva diz que lhe vão dar cabo do negócio e não sabe como vai viver.
2. A Santa Sé, através de Decreto Papal de Bento XVI, pode retirar-nos a Independência que nos foi outorgada por Inocêncio II em 1143. Portugal poderá pedir a devolução das onças d' ouro pagas por D. Afonso Henriques que irão direitinhas para um fundo público destinado a pagar a dispensa negociada de funcionários públicos.
3. O Estado Espanhol, reivindicando-se herdeiro dos Reinos de Castela e Leão, poderá pedir, junto da ONU, a anulação do Tratado de Zamora e a "anexação" do ex- Condado Portucalense com o estatuto administrativo de paróquia, uma vez que lá não existe a freguesia.
4. Todas as vitórias conseguidas por Portugal contra os Castelhanos por D. Afonso I e seus sucessores serão anuladas e atribuídas ao adversário. Vai-nos custar engolir Aljubarrota, lá isso vai.
5. A ONU deverá condenar e estabelecer sanções contra Portugal porque D. Afonso invadiu os territórios a sul do Douro na posse dos mouros, sem qualquer resolução do Conselho de Segurança que lhe desse cobertura legal. As terras terão de ser devolvidas aos muçulmanos que já escolheram o Irão como "cabeça-de-casal" para tratar do assunto por via legal. O embaixador iraniano em Lisboa assegura que a via "diplomática" é a mais aconselhável, porque não estão dispostos a gastar mísseis com os chaparros alentejanos. Valha-nos isso! É que nós não temos os Patriot, porque os israelitas estão a gastá-los todos.
6. Os "lampiões" e os "lagartos" perdem todos os campeonatos da 1ª Divisão, porque não podiam jogar na Liga Portuguesa, mas sim na marroquina.
7. À luz do Código Civil português, D. Teresa fica proíbida de chamar filho a Afonso Henriques e este de chamar mãe a D. Teresa. Para já o Conde D. Henrique é uma carta fora do baralho e, até prova em contrário, continuará a ser o pai do filho dele.
Entretanto, mais uma vez conseguimos o "furo" jornalístico que o Expresso e o Público há muito ambicionam.
O MAQUIAVEL & J.B. sabe de fonte seguríssima que Freitas do Amaral foi convidado pelo embaixador do Irão para defender os interesses do "mundo islâmico" nesta "cruzada ao contrário". Freitas está a reflectir, mas antes de tomar qualquer decisão irá passar as projectadas férias que tinha marcado com Condoleezza Rice, a sexy secretária de Estado norte-americana.
Mas a melhor é que Bush, Aznar, Blair e o José Manuel Barroso já se ofereceram ao representante de D. Afonso Henriques, o escritório de advogados de José Júdice, para testemunhar a favor do nosso 1º Rei, caso lhe seja movido algum processo em qualquer tribunal penal internacional. Com uma ressalva de peso: o tribunal não pode estar em território muçulmano, porque são uma espécie de pessoas que não se dão em climas hostis.

1 comentário:

al cardoso disse...

Interessante argumentacao, e a primeira vez que vejo por em causa, a maternidade da condessa Teresa. Ja tinha lido algo acerca da paternidade do D. Henrique, mas esta e nova.

Um dia destes ainda vao dizer, que o tal Afonso filho de Herrique, nao existiu!

O que se aprende nos blogs!!!

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